terça-feira, outubro 22

Diário da tua Ausência*




Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter conosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.
Margarida Rebelo Pinto

segunda-feira, outubro 14

Agora mesmo*



“Se você me permite, aprendi com a vida que os gestos devem ser bonitos, as pessoas educadas e os amores verdadeiros. Se você me permite mais sinceridade, eu gosto das coisas como antigamente. Vou pegar calmamente na sua mão e sentir o momento. Vou mandar recados espalhados pela casa e esperar ver o seu sorriso. Vou romantizar a vida, porque lá fora ela já é feia demais. Vou me jogar de pontes que nunca pisei para dizer que é você ou mais ninguém. Vou arrepiar até a alma ao te ver passar. Os meus braços vão se abrir para te receber, sem a maldade ou segundas intenções premeditadas. Vou te acolher e me recolher em ti. Se você realmente me permite, eu vou te pegar pela mão e dizer que o “para sempre” começou agora mesmo.”