quinta-feira, dezembro 2

esse teu jeito .


  
     Só queria saber se duvidavas que o meu coração, a minha alma, a minha vida te pertence...
    Não te sinto o mesmo, eu preciso de ti, preciso que voltes para mim. Fazes-me falta todas as noites para aquele aconchego, para aquele mimo de ternura que me fazia ter os melhores sonhos todas as noites.
    Sinto a tua falta, e apenas quando fecho os olhos estas presente, e aí eu posso beijar-te, mas eu sei que estou a sonhar, sei que não passa de uma ilusão. 
  Não é justo, não consigo parar de derramar lágrimas sobre lágrimas que me correm pelo rosto ate encontrarem a linha dos meus lábios, linha essa que já contornaste vezes e vezes sem conta com o teu dedo ou com os teus próprios lábios. Mais uma vez, faço um esforço para mostrar algo diferente do que se passa realmente no meu coração, mas não percebo o que estou a fazer neste momento, não percebo porque eu não sou assim. Se estou mal afastava-me, mas contigo não da, não da por causa desse teu jeito diferente e único, com o qual eu já te caracterizei tantas vezes. 
    Só consigo pensar nos momentos em que estive nos teus braços, nos momentos em que senti com toda a intensidade que era realmente tua.
    Sinto a tua falta, mas sabes, não sei se és tu ou se sou eu quem se esta a afastar.


  (não necessariamente verídico)

quarta-feira, dezembro 1

(For)Ever


      Acordei no inicio da manha, no meio de tanta inquietude dentro dos meus lençóis, lençóis esses que acabaram por ser os únicos a secarem-me as lágrimas na noite anterior. Levantei-me, a manha estava gelada, podia ver a neve a cair la fora, como se fossem grãos de areia no meio do deserto. 
    A maior dor não tinha sido a partida, mas sim a despedida, a tua forma, sem dor nem piedade, com que tu lidaste com a situação, parecia mesmo que não tinhas vivido o mesmo que eu, parecia mesmo que já não eras o mesmo. E não és! Não sei o que se passa, não sei o que se passou, só sei que a dor prevalece e o sentimento esta a desmoronar a minha vida por completo. 
     Tentei provar-te vezes e vezes sem conta que te amo e sei que o fiz, se não foste capaz de ver o que estava diante dos teus olhos a culpa não foi minha, mas sim tua. 
      Tenho imenso medo de sair a rua, tenho imenso medo do que vou ter que mostrar a quem esta ausente desta historia, que ate partires parecia ter um final feliz. Sei que vou ter que representar, que vou ter que ser quem não sou! Sei que não vou ser capaz de te incriminar, apesar de o mereceres, e sei que não vales esse esforço, mas não sou capaz, não sou capaz de dizer uma única coisa, que apesar de verdadeira, te fosse magoar ou deixar de te defender. 
     Parece estranho, uma parte mim ja estava a espera disto, afinal onde andas tu, para sempre?!