A noite estava no seu momento mais intenso, a sua beleza era incontornável. Eu passeava sozinha pela praia, estava a vaguear bem longe, entre os meus pensamentos e a dor que me sufocava. Tentava conceber uma ideia de tudo que ainda não fazia sentido, tentava compreender o porque de tudo o que estava a sentir. Não vou dizer que era malvado, nem vou dizer que era formidável, apenas digo que estava numa incógnita que não tinha finalização, ou se tinha, eu não a encontrava.
Sentei-me na areia molhada, podia sentir as ondas a baterem nos meus pés e arrepiei-me, mas não foi ter frio, senti alguém a aproximar-se, estava sozinha, tive medo! De repente, alguém se sentou a meu lado, eras tu, olhaste-me nos olhos, não foi preciso dizer nada, abraçaste-me e sussurraste-me ao ouvido: «Não tentes compreender o que não tem explicação, pára de te prender ao que hoje não faz sentido, eu estou aqui, e vou estar sempre.» Na manha seguinte quando acordei deitada com a cabeça no teu peito, a sentir os teus dedos a acariciarem-me a cara; foi o suficiente para mim, nunca mais tentei compreender o amor e tudo que nos proporciona.
(minha autoria mas nao veridico)