segunda-feira, maio 17

> Universo (...)


Hoje reparei num menino que anda no 7º ano no meu colégio, ele é cego.
Ele estava a sorrir duma maneira que eu só sorrio quando estou realmente feliz, e dava para perceber que ele estava bem, rodeado de amigos que o ajudavam a conhecer o pavilhão do colégio. Numa época em que ninguém pensa no sentido da nossa vida, esquecemo-nos destas pequenas coisas, pequenas coisas que fazem toda a diferença.

Parecemos tão importantes e os donos de tudo, quando as coisas correm bem, mas quando uma pequena coisa nos faz ficar triste ou corre mal parece o fim do mundo, não somos capazes, por vivermos num mundo tão automático, de compreender o facto de que se algo não correr ou como planeado só nós faz crescer, e quando vimos estas situações, de um menino de 12/13 anos com aquela força, percebemos que não passamos de bonecos que vivem num castelo com tudo de bom que a vida nos pode dar, que somos presenteados com todas as funções do nosso corpo, que somos capazes de ter as melhores sensações do Mundo em breves segundos.

Se o Mundo não passa de um pontinho pequeno no meio de uma basta escuridão, se o Universo não tem um fim conhecido, se existe um infinito que jamais será encontrado, porque de nos acharmos os maiores ?

Eu sou um pontinho bem pequenino como o pó que estou suspensa em vários raios de sol, que nunca deixaram de me iluminar, espero...

sexta-feira, maio 14

Recomeço «3

"Quero fazer um tributo ao recomeço, à chance que cada um pode se dar de tentar novamente, de reencontrar-se, seja com uma paixão antiga, seja consigo mesmo, tão velho conhecido, tão displicentemente abandonado. Porque nada pode doer mais do que a descrença na paixão. Nada pode enrugar tanto uma pessoa, com alma e tudo, do que a sua desistência de amar. Sei que, muitas vezes, os anos podem abafar os desejos, encobrir os sonhos, transformar as prioridades. Entretanto, da mesma forma, sei que o "amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente", quase convencendo a quem olha de fora de que já não existe mais em determinados corações. Em alguns casos, parece-nos até que nunca existiu. Mas isso não é de fato uma verdade! Continua ardendo, continua pulsando, continua doendo. "Basta um encontro por acaso e pronto, começa tudo outra vez".
Deixe-se recomeçar. Provoque um encontro por acaso. Reencontre-se numa praça em que você não vai há tantos anos. Reapaixone-se por si mesmo. Vista aquele velho tailleur de bolinhas, aquele terno quase desbotado, de tanto tempo que não sai do armário. Arrisque um batom mais escuro, uma gravata mais ousada, um sapato mais colorido, uma loção pós-barba diferente, ou a mesma de sempre. Arrisque. Apenas arrisque e deixe o amor ressurgir numa antiga sensação de felicidade."