
Ele estava a sorrir duma maneira que eu só sorrio quando estou realmente feliz, e dava para perceber que ele estava bem, rodeado de amigos que o ajudavam a conhecer o pavilhão do colégio. Numa época em que ninguém pensa no sentido da nossa vida, esquecemo-nos destas pequenas coisas, pequenas coisas que fazem toda a diferença.
Parecemos tão importantes e os donos de tudo, quando as coisas correm bem, mas quando uma pequena coisa nos faz ficar triste ou corre mal parece o fim do mundo, não somos capazes, por vivermos num mundo tão automático, de compreender o facto de que se algo não correr ou como planeado só nós faz crescer, e quando vimos estas situações, de um menino de 12/13 anos com aquela força, percebemos que não passamos de bonecos que vivem num castelo com tudo de bom que a vida nos pode dar, que somos presenteados com todas as funções do nosso corpo, que somos capazes de ter as melhores sensações do Mundo em breves segundos.
Se o Mundo não passa de um pontinho pequeno no meio de uma basta escuridão, se o Universo não tem um fim conhecido, se existe um infinito que jamais será encontrado, porque de nos acharmos os maiores ?
Eu sou um pontinho bem pequenino como o pó que estou suspensa em vários raios de sol, que nunca deixaram de me iluminar, espero...