Porque, vendo bem as coisas, a saudade mata e nós continuamos a existir.
Existimos, mas tudo o que somos morreu.
E depois até podemos construir de novo uma vida, podemos criar de novo laços e inventar novos modos de sermos felizes, mas teremos sempre marcada aquela morte, aquela falta de alguém ou de algo, aquela extrema necessidade de voltar a sentir o que já se sentiu, voltar a querer o que já se quis, voltar a ter o que já se teve.
E, se é que serve de algo, eu já morri por alguém.
E, se é que serve de algo, eu já morri por alguém.
