segunda-feira, março 29

(sobre)natural






Vampiros, lobisomens, países da maravilha...
Anda tão na moda estas coisas que ate chateia, não vou dizer que não li os livros da saga luz e escuridão, que não vi os filmes, que não tenho uma panca pela personagem Edward, por ele ter uma personalidade daquelas tão perfeita (tinha que ser num filme), mas não vivo constantemente numa fantasia sobrenatural que parece que nos anda a dominar à maior parte.
Se nos preocupássemos menos com isso, e vivêssemos o que realmente é importante,era tudo tão diferente. Basta de coisas sem sentido, coisas que nunca nos vão acontecer, basta de ilusões e contradições do que realmente é real. A vida não são dois dias como dizem, podem ser anos e anos, mas cada vez mais tenho a certeza, que no final disto tudo, vamos olhar para trás e perceber que o que deixamos com algum sentido, foi ainda menos que aqueles dois dias que nos estavam destinado.



domingo, março 28


Diz-me, meu amor, como posso eu evitar ? Como posso travar toda esta mágoa, esta raiva dentro de mim ? Se tivesse coragem para isso, fugia daqui. Saía deste lugar que tão mal me faz e viajaria pelos quatro cantos do mundo. Esquecia que tu existes, nunca mais diria o teu nome - nem em voz alta, nem para mim.
Porque é isto que me está a matar, sabes ? Não poder gritar o teu nome bem alto para que todos ouçam , não poder dar-te um murro na cara (que bem mereces), nem chamar-te cobarde , idiota , parvalhão e todos os nomes feios que me ocorressem na altura. Gostava de te poder magoar tanto como tu me magoaste a mim , ou até mais se pudesse ser. Gostava de saber mentir para te dizer bem alto que foste a pior coisa que me aconteceu na vida, que gostava de nunca te ter conhecido. Queria que sentisses na pele tudo aquilo que eu senti, que chorasses lágrimas de desespero como eu chorei. Queria poder arrancar-te um pedaço de carne e esboracar-te o coração. Queria poder dizer a toda a gente que te odeio.
Mas depois de toda esta raiva diurna, vem o arrependimento. E ainda bem que sou fraca, que tremo muito quando penso em ti. O sabor amargo da raiva nunca me cai bem, deixa-me sempre com azia. E mais enjoada fico quando tenho que ver de uma forma imaginaria a tua felicidade, os teus sorrisos cinicos, a tua falsa sinceridade.
Mata-me escrever para ti, mas por muito que não queira as palavras saiem-me para a caneta e rasgam furiosamente o papel amarrotado.
Eu estou a escrever que te amo. Mas não quero. Desta vez vou passar uma linha sobre as últimas frases bem educadas e amorosas. É chegada a altura de deixar de fazer de ti um herói, um protagonista.
Porque tu não mereces, não mereces mesmo nada vindo de mim. E vou gritar tão alto quanto a minha mente me permitir.